Em João Pessoa, o setor gastronômico tem sido a porta de entrada para muitos jovens que decidem deixar a estabilidade da carteira assinada e arriscar tudo em busca do próprio negócio. A cena culinária da capital paraibana, que já reúne feirinhas, quiosques, carrinhos e novas casas especializadas, vem se tornando o espaço onde histórias de superação e criatividade se encontram.
Entre esses empreendedores está Davi Cavalcanti, dono da Turbo Pastelaria, que trocou o emprego em shopping e no telemarketing pela chance de construir algo seu. “Eu tive muito medo, porque estava sem trabalho fixo e sem saber como iria me sustentar. Mas peguei o dinheiro da rescisão da CLT e investi. Foi arriscado, mas eu precisava tentar”, relembra.
A força da comida de rua
O caso de Davi mostra uma tendência cada vez mais visível: negócios simples, de fácil acesso ao consumidor e com identidade local têm conquistado espaço em João Pessoa. Carrinhos de lanche, quiosques em feirinhas e operações em pontos estratégicos da cidade conseguem atrair um público que busca qualidade, preço justo e atendimento próximo.
No caso da Turbo Pastelaria, o pastel deixou de ser apenas uma opção rápida e se tornou um símbolo de persistência. O carrinho que hoje sustenta o negócio foi presente de um amigo próximo, gesto que deu forças para Davi continuar acreditando no sonho.
“Eu comprava duas calabresas, dez reais de presunto, dez de queijo e ia produzindo aos poucos. Comecei degrau por degrau, sem poder investir muito”, conta o empreendedor.
Além da variedade salgada, a pastelaria também chama atenção pelos pastéis doces diferenciados, que vão desde recheios tradicionais até versões generosas feitas com uma barra inteira de chocolate.
Desafios de quem empreende na gastronomia
Mas a caminhada não é fácil. Além do investimento inicial limitado, os empreendedores enfrentam entraves burocráticos, fiscalização constante e, muitas vezes, a falta de estrutura para expandir o negócio. Davi viveu tudo isso na pele: fritadeiras que não funcionavam, dias de chuva em que não era possível vender e exigências para regularizar o ponto de venda.
“Teve momentos em que pensei em desistir. Cheguei a orar pedindo para sair desse ramo, mas sentia que precisava continuar. Persistir foi meu maior aprendizado até aqui”, diz.
O futuro da Turbo Pastelaria e da cena gastronômica local
Hoje, Davi aposta em ampliar a Turbo Pastelaria, transformando o carrinho em uma marca reconhecida. O objetivo é crescer em João Pessoa e, futuramente, expandir para outros estados. “Sonhar não paga, então a gente tem que sonhar alto. Quero que a Turbo seja uma das maiores redes de pastelarias, começando pela Paraíba”, afirma.
Assim como ele, dezenas de outros jovens na capital paraibana têm encontrado na gastronomia um caminho para o empreendedorismo. Seja com doces artesanais, hambúrgueres, comidas regionais ou carrinhos de lanche, João Pessoa vem assistindo ao fortalecimento de um setor que alia sabor, criatividade e coragem de quem decidiu arriscar.
Largar a segurança da carteira assinada e arriscar tudo em um novo negócio não é tarefa fácil. Para Davi Cavalcanti, dono da Turbo Pastelaria, essa foi uma decisão marcada por medo, incertezas e muitos obstáculos. Mas também foi o passo que abriu caminho para realizar o sonho de empreender e construir algo próprio.
“Eu tive muito medo, porque estava sem trabalho fixo e sem saber como iria me sustentar. Mas peguei o dinheiro da rescisão da CLT e investi. Foi arriscado, mas eu precisava tentar”, conta.
Da rotina de shopping ao risco de empreender
Antes de abrir o carrinho de pastéis, Davi trabalhou em shoppings de João Pessoa e em uma empresa de telemarketing. Foi nesse último emprego que decidiu mudar de vida. “Era um salário muito baixo, quase uma miséria. Eu não queria isso para mim. Foi aí que surgiu a oportunidade de entrar em um quiosque de pastéis. Trabalhei um mês e percebi que precisava investir de verdade em mim mesmo”, lembra.
Com pouco dinheiro, o início foi desafiador. “Eu comprava duas calabresas, dez reais de presunto, dez de queijo e ia produzindo aos poucos. Comecei degrau por degrau, sem poder investir muito”, relata.
Dificuldades e persistência
A trajetória foi marcada por imprevistos: fritadeira quebrada, chuva, pneus furados e até exigências burocráticas. “Foram tantos empecilhos que pensei em desistir várias vezes. Mas eu persistia, acreditava que poderia dar certo. Esse foi meu maior aprendizado”, afirma.
Olhar para o futuro
Hoje, a Turbo Pastelaria é o primeiro passo de um projeto maior. Davi quer transformar a experiência inicial em uma rede de pastelarias de referência na Paraíba e, futuramente, expandir para outros estados.
“Sonhar não paga, então tem que sonhar alto. Eu quero que a Turbo seja uma das maiores redes de pastelarias, começando por João Pessoa e depois alcançando outros lugares”, diz.

